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Erros comuns na gestão de imóveis por temporada

Muitos proprietários e até empresas perdem dinheiro e reputação por causa de erros básicos na gestão de imóveis por temporada. A boa notícia: a maioria deles é previsível e pode ser evitada com organização, processos simples e uso mínimo de tecnologia.

Não definir público-alvo e posicionamento

Um erro raiz na gestão de imóveis por temporada é não saber para quem aquele imóvel é pensado:

  • Tenta atender família, casal, grupo de amigos e executivo ao mesmo tempo.
  • Regras da casa genéricas, que não protegem o imóvel nem o condomínio.
  • Decoração e comodidades “meio termo”, que não encantam ninguém.

Sem foco, você atrai hóspedes desalinhados com o espaço e com o prédio, o que aumenta chance de conflitos, pedidos de desconto e avaliações medianas. Definir público-alvo é o primeiro filtro estratégico da gestão de imóveis por temporada.

Subestimar limpeza, enxoval e pequenos detalhes

Limpeza inconsistente é um dos erros mais fatais na gestão de imóveis por temporada:

  • Falta de checklist: cada faxineiro faz do seu jeito.
  • Itens pequenos esquecidos (lixo, cabelo, vidro do box, forno sujo).
  • Toalhas e lençóis manchados, ásperos ou velhos demais.
  • Cheiro ruim de ralo, mofo ou falta de ventilação.

Mesmo com boa localização e preço justo, esse tipo de descuido derruba nota de limpeza e, com o tempo, o desempenho geral do anúncio. Um padrão rígido e revisado com frequência é inegociável na gestão de imóveis por temporada.

Anúncio malfeito, confuso ou “maquiado”

Outro erro clássico é tratar o anúncio como formalidade, não como ferramenta de vendas e filtro de expectativas:

  • Fotos escuras, tortas ou que não mostram bem os ambientes.
  • Título genérico, sem destacar o principal diferencial do imóvel.
  • Descrição pobre, sem explicar pontos importantes de acesso, regras e bairro.
  • Esconder ou minimizar problemas reais: escadas, barulho, vaga apertada, região boêmia.

Quando a pessoa chega e sente que o anúncio “vendia algo melhor do que a realidade”, o resultado direto é frustração e avaliação baixa. Na gestão de imóveis por temporada, descrição honesta e bem feita evita conflito e pedido de reembolso.

Precificação estática e sem estratégia

Cobrar o mesmo valor o ano inteiro é um dos erros mais comuns (e caros) na gestão de imóveis por temporada:

  • Preço igual em baixa e alta temporada.
  • Mesma tarifa para meio de semana e fim de semana.
  • Nenhum ajuste em feriados, eventos ou grandes shows na cidade.
  • Manter o valor “porque sempre foi assim”, mesmo com calendário vazio.

Isso faz o imóvel perder dinheiro nos períodos fortes e ter dificuldade de atrair hóspedes nos períodos fracos. A gestão de imóveis por temporada precisa olhar demanda, concorrência e calendário local para definir faixas de preço flexíveis.

Comunicação lenta, incompleta ou pouco empática

Muitos problemas poderiam ser evitados com boa comunicação. Alguns erros típicos:

  • Demorar horas (ou dias) para responder uma dúvida simples.
  • Não enviar instruções claras de check-in com antecedência.
  • Não deixar tudo mastigado: endereço detalhado, acesso, vaga, regras.
  • Ignorar mensagem de hóspede com problema ou responder de forma fria.

O hóspede se sente desassistido e, mesmo que o imóvel seja bom, a experiência fica marcada de forma negativa. Na gestão de imóveis por temporada, mensagens padrão bem montadas + atenção humana para casos fora do script fazem muita diferença.

Depender de check-in presencial sem plano B

Outro erro comum é ter um modelo de check-in que depende 100% da presença física de alguém:

  • Entrega de chave em horário fixo, sem considerar atrasos de voo ou trânsito.
  • Falta de orientação visual (fotos, vídeos) sobre portaria, portão, garagem.
  • Ausência de alternativa em caso de imprevisto com quem entregaria a chave.

Um atraso de 40 minutos no aeroporto vira um problema enorme na chegada. Sempre que possível, a gestão de imóveis por temporada deve migrar para soluções de acesso remoto (fechadura eletrônica, cofre de chave) ou, pelo menos, ter um plano B bem definido.

Falta de processos para limpeza, vistoria e manutenção

Confiar apenas na memória e na boa vontade da equipe é receita para problema:

  • Não ter agenda clara das saídas e entradas.
  • Esquecer limpeza entre reservas muito próximas.
  • Nunca registrar o estado do imóvel com fotos na saída.
  • Empurrar reparos para depois, acumulando uma lista de pendências.

O resultado é hóspede entrando com o imóvel mal preparado, pequenos problemas virando grandes e perda de controle sobre danos. Processos simples (checklists, agendas, registros fotográficos) já elevam muito o nível da gestão de imóveis por temporada.

Ignorar feedback recorrente das avaliações

Avaliações são um “raio X” gratuito da operação, mas muitos gestores:

  • Só olham a nota, não o conteúdo dos comentários.
  • Reagem na defensiva a críticas, em vez de enxergar oportunidade de melhoria.
  • Ignoram reclamações repetidas (barulho, colchão ruim, pouca louça, falta de utensílios).

Quando o mesmo ponto negativo aparece várias vezes e nada é feito, a reputação do imóvel entra em declínio. A gestão de imóveis por temporada madura usa esse feedback como lista de tarefas prioritárias de melhoria.

Não separar e acompanhar os números

Misturar tudo e não controlar resultado por imóvel é outro erro sério:

  • Somar apenas o que entra na conta, sem detalhar custos.
  • Não separar gasto de limpeza, manutenção e reposição por unidade.
  • Nunca calcular lucro líquido por mês/ano, apenas “achar que está bom”.

Sem isso, a gestão de imóveis por temporada vira um trabalho intenso sem clareza de retorno real. É comum descobrir tarde demais que um imóvel dá muito esforço e pouco resultado — algo que poderia ser visto cedo com um simples controle financeiro.

Desalinhamento com condomínio, regras e vizinhança

Por fim, um erro que pode matar o negócio no prédio:

  • Não ler ou respeitar o regulamento interno.
  • Não expor claramente as regras da casa para o hóspede.
  • Ignorar reclamações de barulho, uso indevido de áreas comuns ou excesso de pessoas.

Isso gera atrito com síndico e vizinhos, multas e, em alguns casos, mobilização para restringir ou proibir locação de curta temporada no condomínio. Cuidar dessa relação é parte essencial da gestão de imóveis por temporada responsável.

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